O papel da Van
No Dyvan, todo texto feito com IA passa por três momentos: o que entra (só material que você escolheu e que o paciente autorizou), o que a Van organiza e o que você confirma. Essa ordem importa porque uma transcrição ou um resumo pode omitir detalhes, trocar palavras ou criar ligações que não estavam no que foi dito.
Por isso o estado de cada texto fica sempre claro: rascunho é texto editável e ainda não confirmado; prontuário é o que você decidiu registrar depois de revisar.
- 1Você escolhe o que entra: tópicos, ditado ou a sessão gravada com autorização.
- 2Antes de sair do Dyvan, nomes e documentos viram etiquetas.
- 3A Van organiza o material em um rascunho, marcado como rascunho.
- 4Você compara com o que aconteceu, corta, completa e corrige.
- 5Só vai para o prontuário o que você revisar e salvar.
Gravação e IA exigem consentimento
O uso de áudio começa antes da tecnologia: o paciente precisa entender para que serve a gravação e concordar com ela. No Dyvan, gravar a sessão só é possível depois de você confirmar essa autorização, que fica registrada. O uso de IA no registro também depende do consentimento do paciente, que fica no cadastro dele e pode ser revogado.
A existência da Van não autoriza gravar por padrão. Continua sendo seu o cuidado de verificar se há consentimento, se a gravação é necessária e se ela combina com o atendimento.
Revisar é conferir, não só corrigir
Revisar não é só ajustar a ortografia. É comparar o rascunho com a sua anotação ou com o que aconteceu na sessão, tirar o que foi inventado ou exagerado, cortar o que não precisa estar no prontuário e recuperar nuances que ficaram de fora.
A decisão final é sua. Se uma frase não pode ser confirmada no material de origem, ela não deve ficar só porque parece plausível ou está bem escrita.
Texto fluente não é texto certo. Um rascunho bem escrito ainda precisa ser comparado com a fonte e com a finalidade do registro.
Só o necessário sai do Dyvan
Antes de qualquer texto ir para a IA, nomes de paciente, responsáveis e profissional viram apelidos, e CPF, RG, CEP, e-mail e telefone viram etiquetas. Os nomes só voltam ao texto dentro do Dyvan, já com o rascunho pronto.
O áudio de ditados e sessões é transcrito e apagado assim que a transcrição termina. Envios abandonados são apagados em até 3 horas. Os fornecedores de IA e de transcrição não usam os dados para treinar modelos. Os prontuários, cifrados, ficam guardados no Brasil.
Você também participa: registre só o que importa para o cuidado e evite detalhes desnecessários nas anotações e no ditado. Os detalhes técnicos estão na Política de Privacidade.
O que a Van não faz
A Van não é diagnóstico automático, prescrição, supervisão clínica nem atendimento de emergência. Ela organiza informação para um fluxo em que você continua responsável pela leitura e pela confirmação.
- Não diagnostica nem sugere diagnóstico por conta própria.
- Não conversa com o paciente nem aparece no portal dele.
- Não salva nada no prontuário sem a sua revisão.
- Não dispensa o consentimento para gravar ou usar IA.
- Não garante ausência de erros: rascunho bem escrito ainda pode estar errado.
Como avaliar a Van num teste
Use um caso fictício (nada de dados reais) e observe o caminho completo: de onde vem cada informação, como o rascunho é identificado, como editar, o que confirma o registro e o que acontece com o áudio.
Perguntas frequentes
A Van substitui a minha leitura clínica?
Não. Ela organiza o que você anotou, ditou ou gravou. A interpretação, as hipóteses e o que entra no prontuário continuam sendo seus.
O rascunho vai direto para o prontuário?
Não. O texto da Van aparece como rascunho. Você lê, edita e decide se salva. Sem a sua revisão, nada vira registro.
Posso gravar a sessão sem autorização do paciente?
Não. Para gravar, você confirma no Dyvan que o paciente autorizou, e essa confirmação fica registrada. O uso de IA também depende do consentimento do paciente, que pode ser revogado.
A Van vê o nome do meu paciente?
Não. Antes de qualquer texto ir para a IA, nomes de paciente, responsáveis e profissional viram apelidos, e CPF, RG, CEP, e-mail e telefone viram etiquetas. Os nomes só voltam ao texto dentro do Dyvan.
A Van pode errar?
Pode. Transcrições e resumos podem omitir nuances, trocar palavras ou soar mais certos do que deveriam. Por isso o rascunho precisa ser conferido com a fonte antes de salvar.
Os dados são usados para treinar a IA?
Não. Os fornecedores de IA e de transcrição recebem só o necessário, não usam os dados para treinar modelos e guardam por prazo limitado. Os detalhes estão na Política de Privacidade.
Preciso usar a Van?
Não. Ela é opcional. Agenda, prontuário, documentos e financeiro funcionam por completo sem IA.
A Van está no meu plano?
Sim. O plano do Dyvan inclui uma cota mensal de uso da Van. Os detalhes estão na página de preços.
Fontes e referências
- 1Política de Privacidade do DyvanDyvan · dados tratados, fornecedores e prazos
- 2Termos de Uso do DyvanDyvan · responsabilidades no uso do serviço
- 3Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018)Presidência da República · texto compilado
- 4Conselho Federal de Psicologia: resoluções e orientaçõesCFP · Código de Ética, prontuário (Resolução CFP nº 001/2009) e orientações sobre IA
- 5Ethics and governance of AI for health: guidance on large multi-modal modelsOrganização Mundial da Saúde · 2024
Esta página explica como a Van funciona no Dyvan. Ela não é orientação clínica nem jurídica; confira sempre as orientações do seu conselho.