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Contrato terapêutico: o que incluir e como combinar

O contrato terapêutico organiza o que foi combinado no início do processo: horários, valores, faltas, férias e os limites da relação. Escrito com clareza, evita mal-entendidos e protege o vínculo. Veja o que incluir.

6 min de leitura · Atualizado em

Para que serve

Muito do que gera atrito no consultório vem de combinados que ficaram só na conversa: a sessão desmarcada em cima da hora, o reajuste, o mês de férias. O contrato deixa isso registrado, com a mesma regra para todos.

Ele não precisa ser longo nem cheio de termos jurídicos. Um texto claro, lido junto com o paciente na primeira sessão, costuma funcionar melhor.

O que incluir

Um roteiro que cobre a maioria dos consultórios:

  • Partes: seus dados e registro profissional, dados do paciente e, se for o caso, do responsável
  • Serviço: modalidade (presencial ou online), frequência e duração das sessões
  • Honorários: valor, forma e data de pagamento, e como funcionam os reajustes
  • Faltas e cancelamentos: com quanta antecedência avisar e o que acontece quando não há aviso
  • Férias e recessos: como ficam as sessões e os pagamentos nesses períodos
  • Sigilo: o compromisso com a confidencialidade e as situações excepcionais em que ele pode ser quebrado
  • Contato entre sessões: por qual canal e para quê (remarcar, sim; terapia por mensagem, não)
  • Encerramento: como qualquer uma das partes pode encerrar o processo

Atendimento online

Se as sessões forem online, vale combinar a plataforma usada, o que fazer quando a conexão cai e o cuidado com o ambiente: um lugar reservado, sem outras pessoas ouvindo.

Crianças e adolescentes

Com menores de idade, o contrato é assinado pelo responsável. Explique como será a participação da família, o que é compartilhado com os responsáveis e o que fica entre você e o paciente.

Assinatura e guarda

O contrato pode ser assinado no papel ou eletronicamente. No digital, guarde o documento assinado junto com o registro de quem assinou e quando, e entregue uma cópia ao paciente.

Quando algo mudar, como valor ou frequência, atualize o contrato em vez de confiar na memória dos dois lados.

Perguntas frequentes

O contrato terapêutico é obrigatório?

Mesmo quando não é exigido, ele é muito recomendado: deixa claros os combinados e evita conflitos. Para dúvidas sobre obrigações específicas, consulte o seu Conselho Regional.

Posso cobrar a sessão desmarcada em cima da hora?

Isso deve estar combinado no contrato, com o prazo de aviso e a regra aplicada. Combinado por escrito e aceito pelas duas partes, fica muito mais simples de manter.

Preciso de um contrato novo a cada reajuste?

Não necessariamente. Você pode prever no contrato como o reajuste acontece ou registrar a mudança num aditivo assinado.

Este guia tem caráter informativo e não substitui as resoluções do Conselho Federal de Psicologia, a orientação do seu Conselho Regional ou de um contador. Confira sempre o texto oficial.

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